O uso de prótese mamária de silicone (gel coesivo) para aumento das mamas é a segunda cirurgia estética mais freqüente nos EUA e no Brasil, segundo dados da literatura especializada. A sua função é determinar aumento do tamanho, forma e consistência das mamas. O fator mais importante para um bom resultado é a harmonia entre o tamanho da mama, o diâmetro do tórax, a espessura da pele e a altura da paciente. Muito se falou sobre os riscos do uso da prótese, porém estudos criteriosos realizados em diversas partes do mundo não evidenciaram qualquer relação com a predisposição ao aparecimento do câncer de mama, doenças reumatológicas (auto-imunes) e imunológicas.

As próteses podem ser lisas, texturizadas e de poliuretano. Sendo as duas últimas as mais recentes. Quanto a sua localização, podem estar: subglandular ou submuscular. Em relação à cicatriz, esta varia de acordo com a via de acesso adotada. Pode-se utilizar a via axilar (preferencialmente para casos onde não há tanta flacidez de pele), via areolar (supra, trans, peri ou infra) com a possibilidade de se ressecar pele caso haja flacidez, e ainda a via sulco submamário (bastante freqüente).

A prótese mamária de silicone, além da sua finalidade estética, também é utilizada na reconstrução mamária pós-câncer nas pacientes submetidas a mastectomia.

Riscos da Mamoplastia de Aumento:

1 – Sangramento: formação de hematoma, pouco comum, pode requerer nova cirurgia para remoção do líquido
2 – Infecção: contaminação por germens localizados nos ductos mais externos, menos de 1% (literatura)
3 – Alteração da sensibilidade da aréola: normalmente é parcial e pode durar algumas semanas. Raramante é definitiva.
4 – Assimetria mamária: caso ocorra uma nova cirurgia pode ser necessária para reposicionamento da prótese.
5 – Seroma: acúmulo de líquido não-sanguinolento ao redor da prótese.

Complicações Tardias:

1 – Contratura capsular: processo de cicatrização interna ao redor da prótese que pode evoluir de maneira exagerada formando uma espessa cápsula, esta por sua vez pode causar endurecimento das mamas, assimetria, retração e até dor. Nestes casos pode ser trocada a prótese, pode haver necessidade de troca de localização ou pode ser necessária a sua retirada. Cada caso deve ser analisado individualmente e assim traçado um plano cirúrgico. A contratura capsular não reflete um problema cirúrgico e sim uma reação do organismo a prótese. Nenhuma responsabilidade recai ao cirurgião já que se trata de resposta anormal do organismo do paciente. Não se trata de uma falha cirúrgica e sim a uma reação da própria paciente.
2 – Dificuldade de Amamentação: raro
3 – Dificuldade para Mamografia: com aparelhos modernos a dificuldade diminuiu significativamente, pode se associar, caso necessário a ecografia mamária e até a ressonância nuclear magnética.

Período de Recuperação :

1 – Caso seja utilizado dreno este é retirado entre 1 a 7 dias
2 – Dor leve à movimentação dos braços
3 – Movimentos mais grosseiros somente após 15 dias
4 – Exercícios físicos após 30 dias

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